Data: 21/07/2010 - 11:03:24 De: João Pedro Para: Nomades Mensagem: A Primeira Vez
Subi. Frio na barriga intenso. Assustado, pedi calma. “Devagar, por favor”. Não tremi como achei que aconteceria, pelo contrário, senti um prazer diferente. Bêbados, a irresponsabilidade era evidente – não nos protegemos.
Foi rápido. Inesquecivel. Sem nem pensar na falta de proteção, chegamos lá num piscar de olhos, após muitos gritos. Uma catarse.
Acomodou-se na minha sala e, felizes, fizemos um último brinde a uma noite maravilhosa, mágica. Dormi o sono do principiante. Não imaginava que a segunda seria ainda melhor.
O álcool tem seu charme. O álcool provoca, desafia, estimula, encoraja. Mas foi a falta dessa coragem que me garantiu uma segunda vez ainda mais incrível.
Subi. Sem o efeito do álcool, tremia mais. Ao mesmo tempo uma excitação incontrolável aflorava. Sentía-me vivo, capaz de tudo. Não, não era cocaína. Era adrenalina. Acentuada. Novamente pedi calma. “Devagar”, implorei. Conduziu-me no seu ritmo. Dono de si. Dono de mim. Dono do mundo. Ora devagar, como pedi. Ora rápido, como no fundo desejava. À vontade, gritei. Feliz, fiz graça. E não tivemos pressa. E fomos longe. Protegidos. Chegamos juntos e era como se eu estivesse em outra realidade. Um simulacro? Uma fuga? Abri uma cerveja. Precisava. Novamente brindamos e nos abraçamos. Recebi elogios sinceros – minha parte eu também havia desempenhado muito bem. Tomava cerveja e metralhava palavrão: “Caralho, porra, quero mais. Preciso de mais. Incrível. Caralho” Ficou para a próxima. Ainda houve uma terceira. Mas creio que não seja necessário discorrer sobre. Já sou quase um craque. Um “expert” no assunto. Guardei a retórica para futuros relatos dessa experiência, da qual muitos tem medo. Preconceito, inclusive. Mas acredito que, no fundo, haja uma vontade em massa de experimentar. Um desejo secreto de não mais reprimir. Assim como o sexo. Bom, fica aí o meu legado e o meu conselho: ANDAR DE MOTO É BOM PRA CARALHO.
Data: 19/07/2010 - 21:26:01 De: Paraquedista Para: Todos os aventureiros Mensagem: A maior de todas as adrenalinas
Lembro-me bem do que fiz com o primeiro pagamento que recebi do meu primeiro trabalho registrado em carteira. Não sei ao certo quanto foi, só sei que era o suficiente para pagar uma das parcelas do curso que há anos sonhava fazer: o de pára-quedismo. Também não quis esperar muito economizando dinheiro para pagar à vista, pois caso acontecesse alguma coisa errada eu não teria gastado tanto dinheiro assim.
Chegando ao hangar, o que mais me chamou a atenção à primeira vista não foram necessariamente os equipamentos e aparatos tecnológicos do esporte, mas sim uma loira excepcionalmente linda que estava lidando com algumas ferramentas e tudo o mais. Perguntei a um dos rapazes encarregados pela dobragem dos pára-quedas quem era a gatinha, e ele limitou-se a responder: \"É a minha namorada, por quê?\" E para a minha infelicidade, fiquei sabendo que esse era o cara que iria dobrar o meu pára-quedas...
Já iniciado o curso, e após ter levado uma bronca por ter dito \"pular\" e não \"saltar\" -- pois quem pula é só pipoca e perereca --, o instrutor perguntou a cada um de nós, alunos, a razão de estarmos ali. As respostas foram as mais variadas possíveis, desde provar algo a si mesmo, superar o medo de altura e até mesmo fim de namoro, falta de sentido na vida, etc... Incrível. Na minha vez, pensei, pensei... E respondi que era mesmo pelo desafio irracional com o intuito de manter uma postura machista e ignorante inerente à minha própria natureza desprezível -- afinal, sou um homem (não foram bem essas as palavras, mas algo do tipo)...
Optei pelo salto individual acompanhado por dois instrutores, um de cada lado, apenas orientando. O salto duplo teria sido bem mais simples e barato, mas com certeza não estaria compartilhando essa aventura com vocês nesse momento, pois não acho que me sentiria muito honrado em contar que tinha outro cara agarrado em mim (e por trás, o que é pior!).
Treinos, treinos, técnicas e procedimentos vistos e revistos exaustivamente por todo o final de semana para que tudo saísse perfeito durante o salto.
No domingo, sorteio para ver quem iria primeiro -- obviamente, eu fui o escolhido. Foto com a turma para a posteridade e embarque no Cessna azul de reputação um tanto duvidosa. No avião estavam empilhados o piloto, os dois instrutores que iriam me acompanhar e um senhor, com seus quase 60 anos de idade e já muito experiente nesse esporte, o que fez com que se esvaísse toda a minha arrogância por estar vivendo essa experiência.
Decolamos. O avião custou a subir os quase dez mil pés (quase meia hora de vôo) até o instrutor dar um tapinha nas costas do piloto e gritar \"Corta\" para o motor desacelerar e podermos nos posicionar. Saímos do avião e, já em posição de \"sela\", projetei-me ao vazio. A sensação é extrema, impossível de reproduzir em palavras. Os sons e pensamentos desaparecem por completo -- você passa a fazer parte de uma outra dimensão, bem além do real. Gritar é o meio de exteriorizar toda a adrenalina liberada até chegar o momento em que os instrutores exigem a sua atenção, fazem de tudo para trazer fragmentos do nosso consciente à realidade para poderem passar as instruções praticadas no solo. Sinais com as mãos mostram o posicionamento ideal, tanto das pernas quanto dos braços, e a atenção que se deve ter com a marcação do altímetro. Cinco mil pés, hora de acionar o punho e sentir o impacto causado pelo velame inflado. \"Meu Deus! O visual é lindo...\" Mas tenho que me ater aos procedimentos. E como não poderia deixar de ser, identifiquei quase todos os problemas possíveis, começando pelo \"twist\" (ou linhas enroladas) -- o que se resolve simplesmente chutando o ar para desmanchar. Em seguida, percebi que um dos gomos do velame não estava inflado, então puxei os dois manobradores para baixo e senti uma freada brusca, ao mesmo tempo em que o gomo problemático inflava-se novamente. Agora sim, tranqüilidade para poder curtir o visual e brincar com os comandos dos manobradores. Alguns longos minutos se passaram até o primeiro contato pelo rádio dando \"ok\" e passando as coordenadas para o pouso. Vento de nariz, tensão constante com o chão crescente à minha frente. Manobradores rapidamente posicionados para baixo, velame recolhido, freada súbita e contato com o solo, seguido de tropeção e um fantástico mergulho de cabeça naquele solo lunar do campo de aviação. Pude perceber que a desaceleração não foi suficiente para evitar a minha aterrissagem desastrada, mas foi muito divertido assim mesmo...
Posso dizer, sem dúvida nenhuma, que foram os trinta segundos mais caros, porém mais emocionantes de toda a minha vida!
Data: 24/11/2008 - 10:19:56 De: Joel Para: todos e ninguém Mensagem: Uma escrita quase infantil, aliás, quase uma odisséia de crianças tentando virar homens. Se os relatos foram vividos por pessoas nem tão infantis assim, ao menos mostram que todos somos infantis em certos momentos. Não acho exagero comparar com On The Road, mas acho exagero chamar de best seller. Mesmo porque não acredito que esse seja o objetivo. Ele é simples demais, direto demais, humano demais. Pensando bem, ser humano, demasiado humano é que deixa o livro tão gostoso de ler, e tão fixo na memória. Se é verdade ou não, pra mim é indiferente, porque os Nômades somos nós, eu você e cada um que procura um algo a mais e que não é capaz de entender o que é. E o que eu falei para um amigo uma vez se faz verdade novamente: quantos problemas grandes não foram vistos por outro lado? E quantas grandes viagens não foram vistas como pequenas? Todos têm uma viagem, poucos aproveitam, e o que sobra? Para alguns nada, para outros, um livro. Data: 26/09/2008 - 13:50:49 De: Enrico Luca Para: Jeferson Biela Mensagem: O Biela é uma daquelas pessoas de coração e mente inquieta que estão sempre em constante movimento. Todas essas suas andanças geraram então um filho, o livro Nômades, um dos retratos mais fiéis de todos os seus desejos de liberdade, (e também de todos que leram o livro). Fico feliz de ver tua evolução, meu grande amigo, e espero que nessas tuas andanças, um dia possamos nos ver de novo, pra viver novas aventuras. Abraço e sucesso Data: 24/09/2008 - 16:32:41 De: Calil Para: Jeferson Mensagem: Abismado! Do caramba! Parabéns!! Data: 23/09/2008 - 14:05:06 De: Joe miranda Para: Jeferson Mensagem: Caramba...... nao li o livro todo ainda, mas gostei, parabens Amigo!!!
Abraco... Data: 22/09/2008 - 23:53:41 De: Flávinha Bueno Para: Biela Mensagem: PARABÉNS MENINO!! Muito bom o seu livro... fui lendo e imaginando vc nas ceninhas, rs!! Mtas risadas e aprendizados... Quero um autografado... Ah e quando for fazer uma ação promocional lembre-se de contratar a Azap Marketing hem...KKKKKKK BJOKAS Data: 20/09/2008 - 21:19:27 De: Ricardo Macedo Para: Jeferson Biela Mensagem: Parabéns pelo livro, não faltou coragem. Como experiência de vida deve valer como um tesouro. Data: 08/09/2008 - 17:16:32 De: Robervaldo Para: Nomade Mensagem: Curti pá cacete Data: 08/09/2008 - 13:18:10 De: Wagner Rosa Para: Jeferson Biela Mensagem: Li o livro e gostei muito!!!
Na verdade não posso fazer uma análise quanto a validade literária (até pq sou
engenheiro), mas eu gostei do jeito que é escrito...parece que eu ouvia vc
contando a história!!! Quero uma cópia autografada. Data: 08/09/2008 - 13:17:32 De: Carla Carvalho Para: Jeferson Biela Mensagem: "ADOREI, MUITO LEGAL. COMO VC ESCREVE BEM . PARABÉNS!" Data: 08/09/2008 - 13:16:45 De: Carolina Camara Para: Jeferson Biela Mensagem: "Fantástico... Adorei mesmo... Achei muito interessante... ele nos faz rir, nos emociona, nos faz refletir sobre o q nós mesmos fazemos da nossa vida, o rumo q damos pra ela! Se cada um pudesse fazer a "grande viagem", talvez não nas mesmas condições, mas que pelo menos pudéssemos voltar com esta "bagagem", e sentimentos e conhecimentos... já estava bom! Acho q todos deveríamos realmente conhecer muito além do nosso "quintal", para quem sabe podermos realmente entender o sentido das coisas, entender os seres humanos, entender a nós mesmos... Parabéns pela coragem, pela iniciativa, pela idéia de transcrever suas vivências nesse livro, de longe o mais sincero e real que eu tive a oportunidade de ler! Um beijo grande, da sua nova fã, heheheh!"
Data: 08/09/2008 - 13:16:04 De: Prof Alexandre Santos Para: Jeferson Biela Mensagem: "Parabéns. Achei ótimo o vídeo do livro. Muito bem dirigido e sonorizado" Data: 08/09/2008 - 13:15:32 De: André Tezza (coordenador da Universidade Positivo) Para: Jeferson Biela Mensagem: "Muito bacana - parabéns pela iniciativa e pelo projeto!" Data: 08/09/2008 - 13:14:55 De: Prof. Anderson Scorsim Para: Jeferson Biela Mensagem: "Certamente despertou em mim uma certa "inveja" pela ousadia, pela coragem, pela audácia. Uma inveja "boa" (se é que ela existe) porque me fez repensar as minhas poucas viagens de cada ano. Entendo perfeitamente o que é voltar a um lugar e sentir que o lugar é pequeno demais para você e que as pessoas que lá habitam não estão interessadas nos mesmos assuntos que você. Este é um ponto forte do enredo. Outro, claro, é o fato de você ter viajado sozinho e ter transformado-se em três personagens. Eis a grande "sacada" literária do seu texto. Creio que você deva continuar escrevendo, qualquer que seja seu objetivo: tornar-se um bom escritor ou simplesmente um método de "catarse" quando o mundo te doer. A escrita é isso mesmo: trabalho, dor e prazer. Um abraço e muitas novas viagens pra você e seus melhores amigos"
Data: 08/09/2008 - 13:13:31 De: Bráulio José Simões Para: Jeferson Biela Mensagem: "Na minha visão trata-se de uma obra que mais se assemelha a um “diário de viagem”, com uma narrativa bem construída, mas sem o compromisso com os adornos literários próprios de um autor mais experiente. A obra merece referencias positivas e revela-nos um escritor iniciante que promete um bom futuro. O trabalho é aceitável e pode surpreender agradavelmente o mundo livreiro de autores jovens, já que há talento indiscutível no autor dessa obra."
Data: 08/09/2008 - 13:12:48 De: Rafael Greca Para: Jeferson Biela Mensagem: “Um texto original, com estilo e que prende a atenção do leitor" |